Dedicado aos índios brasileiros



Aquela era a vez, de uma vez. Com um sorriso desengonçado, entre maravilha desespero, ela ouvia anjos e cantava pedras, ela cheirava a terra, e se perdia na água do rio. Naquele lugar, até Deus esquecia de notar o sorriso da criatura. Ela não sabia chorar. Entre o vento batendo nas folhas, e aquele cheiro de calor que evapora acima dos 40°, ela crescera. Incertamente, não se compreende bem as pessoas que são com uma pausa, que ficam entre a calma e a tempestade, que moram na suspensão entre precipício e céu. Ela cantava flores e lamentava insetos. Nas tardes, às vezes no crepúsculo, deitada sobre um tronco, ela olhava o céu só para viajar junto na passagem entre o dia e a noite. Um dia anoiteceu.

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